definitivamente estabelecemos uma relação de confiança, para muitos, lençóis e tempo de casa bastam para tais desmostrações de.
não quero aqui fazer disso um texto panfletário, sequer poderia, afinal, seria burguês, e segundo os marxistas o termo estaria sendo empregado de forma incorreta, ok,ok,ok… não poderia, já não levanto bandeiras mais, sinto-me indisposta para essas demostrações libertarias, não bastasse crescer, trabalhar ainda tenho que me impor diante o mundo? não, sou quase nada, quase sopro, quase realidade, quase tudo. e quando me beija quase morro, e quando me morde quase vivo, e quando me toma, deito em teus braços e já posso descancar. sim, em teus bracos eu posso descansar.
saiba que quando me desamarraste, vendo meu pulso marcado, vermelho, senti-me tão feliz, enquanto por dentro lamentava por aquelas marcas saírem tão rapidamente de mim…me amarraste, pois sou tua… e nao me canso de dizer isso, pois, dizer que sou tua eh fazer de mim o que é teu. e também sei que sendo tua, isso denota objeto e se queres saber: foda-se.
e a noite caia sobre minha cama antes mesmo de você chegar, e nem bem sei ao certo quando tudo começou, já que a chuva impedia meus olhos de ver se você estava de fato ali ou se era uma sombra quente do seu corpo branco.
a sua? respiração tirava de mim a pouca concentração que tinha, pois tudo era tão confuso quanto a fumaça que pairava no ar, já não sabia se era do meu cigarro, do asfalto quente ou dos meus olhos que também não sabiam se choviam ou nada mais era do que essa noite estranha.
e me beijava, e me beijava…e beijava minha boca, e percorria minhas pernas com seus dedos de sonho, o sono era meu? a boca era sua? e me embriagava do seu gemido de bicho e me perdia, e me encontrava? você me encontrava? se puder, segura a minha mão , as vezes tenho medo de acordar. não me deixe acordar até essa nuvem dispersar essa noite que teima em cair sobre minha cama…e se puder…me beija…me beija…
Eu quero que você desabotoe um a um e minhas costas quase nuas convidam a um beijo, tua língua, e olhos que se fecham pois há vertigem em mim, vertigem de esperas, dedos, beijos e pernas.
Botões indecisos fechados em tuas mãos, dedos impacientes, tanto quanto a respiracão. E eu, brinco com esses pensamentos de uma brisa que nao há, embriaguez que não se fez, amor que se consumara. Sei da minha redundância, mas também sei dos meus desejos da linha da tua vida.
E você?
O que você sabe?
Lory Lambi vai escrever para o Laranja, este é seu primeiro post….
Bienvenida Lory Lambi._____E.G
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Esse lance de ter que escrever alguma coisa me angustia.
Então escolhi um trechinho de uma musica da PJ Harvey, rid of me.
Lick my legs I’m on fire
Lick my legs of desire
Gosto disso, acho muito sexy a idéia de alguém lamber as pernas, e dai já penso em pernas sem calças e calcinhas, as pernas são muito do que se vê, afinal, muitas vezes tem alguém aos pés…dos meus?